Pedro

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Um Professor de Historia, que deseja que as pessoas reflitam sobre as milhares de informações que diariamente adentram por nossas mentes sem previa autorização.

terça-feira, 31 de março de 2009

O Choro de um Filósofo

No Porão da Jangada

No porão da jangada ele estava acorrentado
Preso ao passado, fugindo do futuro
Não havia esperança ou dor
Seu corpo sem espírito era um manto atro
Depois do abismo não existia nem dia nem noite
Não havia lágrimas nem sorriso, nem vida nem morte
Tudo parou como se nada houvesse existido
O que foi belo desfigurou-se numa abstração dos sentidos
E assim o tempo passa e também a lembrança esquecida
Ele não sabe quem ele foi, esquecendo para não lembrar que lembrou
No porão da jangada ele exprimiu tristeza
Escondendo a si mesmo em si mesmo
Nem mil anos será suficiente, nem uma volta ao passado
Nem um resgate ao futuro, nem o cárcere do presente
Ele viveu como o mais poderoso deus na terra
E sua coragem era vista nos sete cantos do mundo
Sua imortalidade foi aturdida pela razão eloqüente
O majestoso colosso foi exilado no olvidar do tempo
Onde não passa de uma visão ilusória
Criando uma realidade paralela num mundo obliquo.

Marcio Campos

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