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domingo, 7 de junho de 2009

Monarquias Absolutistas


Os séculos XV e XVI foram épocas de mudanças culturais e sócias na Europa. A Reforma quebra a unanimidade religiosa, o renascimento altera o modelo de gosto e atitudes culturais. Os descobrimentos apresentam a Europa a novas culturas, algumas delas não só desconhecidas como radicalmente diferentes das do velho continente. Com isso muitas certezas são contestadas. Logo fica muito mais difícil acreditar em uma ordem estável do mundo.

O homem nesse período deixa de ser visto como peça de uma grande maquina e passa a ser visto como um elemento autodeterminate e de energia pro pia.

Contudo a igreja continua sendo a instituição que se afirma com eficácia em todos os âmbitos, desde as camadas mais abastardas ate as internacionais. Em ambas as camadas sócias as influencias da igreja eram de viés individual, pela cura das almas.

Na Europa da época moderna o poder estava muito fracionado na sociedade. O poder do rei não era único ele deveria coexistir com outros tantos como, por exemplo, o poder dos senhores, poder da família, poder da igreja, etc... Com tantos poderes o poder do rei ficava bastante reduzido, apesar da prerrogativa política dos “direitos reais” como, por exemplo, a justiça em ultima instancia e decisão sobre guerra e paz.

É nesse contexto que surge as monarquias absolutistas que mantiveram o equilíbrio entre a nobreza (aristocracia fundiária) e a burguesia. A denominação de equilíbrio entre nobreza e burguesia tende a inclinar-se para um tipo de Estado Burguês.

As monarquias absolutistas estabeleceram exércitos regulares, burocracia permanente, sistemas tributários nacional, codificação do direito e inicio de um mercado permanente, características fundamentais do capitalismo. Entretanto se analisarmos as estruturas dos Estados Absolutistas veremos que tal conceito é invalido aja visto que o fim da servidão não caracterizou o fim das relações feudais no campo.

No decorrer da época moderna a classe dominante politicamente e economicamente permanecera a mesma da idade média que passou por profundas transformações após a idade média, porem durante toda a historia absoluta jamais foram retirados do poder político.

As mudanças na forma de exploração feudal, decorrente do fim da idade média não eram irrelevante afinal foram estas que mudaram os moldes de Estado. O Absolutismo era por fim isto: “ um aparelho de dominação feudal recolocado e reforçado, destinado a sujeitar as massas camponesas a sua posição social tradicional.” .

Os Estados Monárquicos do renascimento foram acima de tudo instrumento de modernização e domínio da nobreza sobre as massas rurais.



Referencias bibliográficas:

Perry Anderson.” O Estado Absolutista no Ocidente” In: Linhagens do Estado Absolutista. São Paulo: Brasiliense. 1985, p. 15 – 41.

Antonio Manuel Hespanha. “ As estruturas Políticas em Portugal na Época Moderna” In: José Tengarinha (org) Historia de Portugal. São Paulo: Edusc-Unesp, 2001

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